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Orientações

 

ABDOMINOPLASTIA (CIRURGIA PLÁSTICA DO ABDOME)

A abdominoplastia destina-se à remoção de gordura localizada no abdome inferior, assim como da flacidez de pele ao redor da região umbilical e das estrias situadas entre o umbigo e os pêlos pubianos.

Não consegue eliminar as estrias dos flancos (região lateral) ou da região superior ao umbigo. Por ser um tratamento de flacidez, não deve ser encarado como uma opção entre este procedimento e a lipoaspiração. Nos casos de lipoaspiração pura, não há flacidez de pele, mas somente excesso localizado de gordura em uma região com boa textura e elasticidade da pele.

Pode ser sub dividida em mini abdominoplastia e em dermolipectomia clássica. Na primeira, trata-se somente a porção inferior do umbigo, não havendo necessidade de reposicioná-lo. Já na abdominoplastia clássica, trabalha-se todo o abdome anterior com o tratamento concomitante da cicatriz umbelical.

A cirurgia plástica do abdome não deve ser considerada como um tratamento de emagrecimento, apesar de nos casos de grandes obesos que perderam peso as ressecções de tecidos serem, às vezes, de grandes proporções. Pessoas demasiadamente obesas obtêm resultado pouco satisfatório com a cirurgia. Nestes casos, a indicação cirúrgica poderá ser feita apenas por razões funcionais e higiênicas.

Consideramos que o importante nestas cirurgias não é o que se retira, mas sim a manutenção das proporções do corpo e da harmonia como um todo após estas ressecções. A cirurgia também corrige algum grau de flacidez muscular da parede abdominal que possa acompanhar os excessos de tecidos. Assim, podemos reposicionar os músculos retos do abdome que estejam afastados após uma gravidez, distensões abdominais prolongadas ou mesmo por incompetência muscular.

Como também se trata de cirurgia de contorno, a abdominoplastia muitas vezes é acompanhada de lipoaspiração de flancos (porção lateral do abdome), dorso, ou outras áreas de necessidade para a harmonia deste segmento corporal.

AS CICATRIZES

Podem ser de tamanhos variáveis de acordo com a quantidade e localização do excesso de tecidos a ser removido. Elas se caracterizam por uma linha arqueada, sendo baixa na região pubiana e elevando-se em direção lateral. Com este formato, pode ficar escondida sob os trajes íntimos ou de banho. Em determinadas situações em que não há distensibilidade suficiente dos tecidos para alcançar a região pubiana, haverá  a necessidade da complementação da cicatriz arqueada com um pequeno traço vertical mediano, deixando o aspecto final de um “T” invertido.

Cada situação é particular e não depende do cirurgião, mas sim das condições anatômicas de cada abdome. Pode estar certo de que serão posicionadas as menores cicatrizes necessárias a um bom resultado estético.

Com a necessidade de reposicionamento do umbigo, uma pequena cicatriz é colocada ao redor do mesmo, mas de forma a escondê-la na depressão umbilical tanto quanto possível. Esta não é necessária nas mini-abdominoplastias.

Até o 30º dia, o corte apresenta bom aspecto, podendo ocorrer discreta reação aos pontos. Do 30º dia ao 12º mês, poderá haver um espessamento natural da cicatriz com mudança na sua tonalidade, podendo passar do vermelho ao marrom, para em seguida começar a clarear. É o período que mais preocupa os(as) pacientes, todavia sendo temporário e variando de pessoa para pessoa. A partir daí, a cicatriz tende a ficar cada vez mais clara e menos espessa, atingindo seu aspecto definitivo. Portanto, qualquer avaliação definitiva de uma cirurgia deste tipo, deverá ser feita após um período de 18 meses.

Menos freqüentemente, pode ocorrer de as cicatrizes sofrerem um alargamento, ou tornarem-se grossas, altas e duras, formando quelóides. Estes estão relacionados à qualidade da pele ou à genética do(a) paciente e não ao modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico lhe dará toda a orientação e tratamento adequado, indicando, quando pertinente, uma cirurgia oportuna para o retoque.

Cicatrizes infra-umbilicais pré-existentes (cesariana ou de apêndice) são ressecadas durante a cirurgia. As que se localizam acima do umbigo, assim como estrias nesta localização, permanecerão e, na verdade são deslocadas para baixo.

PARTICULARIDADES

Em algumas situações em que os(as) pacientes apresentam a região supra umbelical (“estômago alto”) muito espessa (com depósito de gordura), pode haver a necessidade de mais de uma cirurgia para se obter um bom resultado já que nem sempre é aconselhável tratar esta região com descolamento dos tecidos e lipoaspiração concomitante. É através da porção superior do abdome que os tecidos inferiores são nutridos, sendo que um trauma adicional (lipoaspiração) nesta região pode trazer alguns inconvenientes. Nestes casos, recomendamos a abdominoplastia num primeiro tempo e uma lipoaspiração depois de no mínimo 6 meses a 1 ano. O seu caso será detalhadamente discutido e planejado de forma particular.
Também, nos grandes obesos que perderam muito peso ou que foram submetidos a cirurgias de emagrecimento, pode-se ter que particularizar os planos cirúrgicos com mudanças nos traçados cicatriciais. Tudo será esclarecido quando houver estas indicações.

QUANDO OPERAR

Desde que haja esta flacidez abdominal comprovada, pode-se indicar a cirurgia, respeitando-se o início da idade adulta. Em mulheres que ainda não tiveram filhos, recomendamos refletir bastante antes de se decidir pela cirurgia, conversando com o seu médico e familiares. Isto porque a cirurgia não impede que ela engravide, mas caso ocorra a gravidez após a abdominoplastia, os resultados estéticos certamente ficarão comprometidos, necessitando de nova cirurgia na maioria dos casos.
Também após uma gravidez, recomendamos esperar que os tecidos se acomodem antes de se indicar uma cirurgia plástica do abdome. Não aconselhamos a cirurgia antes de 12 meses do parto e antes de 6 meses da última amamentação.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia.

Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar o ultra-som abdominal ou outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.
Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como:

- Não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS,  anticoagulantes,  corticóides de uso prolongado ou medicamentos
  para emagrecer;

- Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação;

- Não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia;

- Não depilar ou raspar os pêlos pubianos em casa;

- Jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia);

- Comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares;

- Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente;

- Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

FUMO

Já referimos a real necessidade de suspender o hábito de fumar pelo menos 30 dias antes da operação. É sabido que o fumo prejudica a circulação cutânea e dificulta a cicatrização, levando até mesmo a necrose (morte) de pele. Em casos de necessidade associa-se vitamina C e vasodilatadores antes da cirurgia. Isto será orientado pelo seu médico.

A CIRURGIA

A abdominoplastia é realizada sob anestesia peridural com sedação, podendo ser geral a critério da equipe cirúrgico-anestésica. Normalmente dura em torno de 3 a 4 horas. Lembre-se que o tempo total de permanência no bloco cirúrgico é maior que o tempo real da cirurgia pois o preparo e a recuperação pós-operatória contribuem para este aumento.
O (a) paciente deverá permanecer internado(a) na clínica ou hospital por 1 ou 2 dias, ou por períodos diferentes, de acordo com a avaliação médica de cada caso.
Lembramos que nenhum procedimento cirúrgico é isento de riscos. Eles são, de uma maneira geral previsíveis e controláveis. Somente realizamos cirurgias estéticas em clientes saudáveis e que passaram por uma criteriosa avaliação clínico-cardiológica.

Após incisarmos o abdome inferior, descolamos todo o tecido superficial até a transição com o tórax. Cauterizamos os pequenos vasos sangrantes deste trajeto e, após a ressecção dos excessos de tecidos que foram planejados para serem removidos, tratamos a flacidez muscular (se presente), reposicionamos os tecidos abdominais com posterior reinserção do umbigo. São dados pontos de diversos tipos (internos e externos) que serão retirados conforme programação no pós-operatório. Às vezes são colocados drenos que serão removidos em 24 a 48 h de pós-operatório, de acordo com a avaliação médica.

São feitos curativos locais e vestimos um modelador elástico no(a) paciente que será usado nos primeiros 30 dias, ou de acordo com a recomendação específica para cada caso.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem o(a) operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso, ou outros profissionais médicos que não praticam esta cirurgia.

O (a) paciente receberá alta hospitalar, geralmente no dia seguinte, com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

- Repouso relativo de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos, principalmente aqueles que envolvam a
  contração da musculatura abdominal;

- Recomendamos movimentar constantemente os membros inferiores durante o período de repouso para melhorar a circulação e
  evitar possíveis casos de trombose;

- A movimentação (caminhada) deverá seguir algumas instruções de posição que lhe serão explicadas. As pequenas caminhadas
  são muito importantes já no dia seguinte da cirurgia.  Não há a necessidade de permanecer deitado (a) durante todo o dia.
  Descanse a posição das costas para que ao deitar, você consiga relaxar. Ao assentar, não dobre agudamente sobre a área
  operada, evitando comprimi-la;

- Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros e um suporte de almofadas sob os joelhos. Não deitar de lado ou
  de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião;

- Banhos ou trocas do modelador somente com a autorização da equipe cirúrgica ou sob sua orientação, geralmente no 1º dia
  após cirurgia;

- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo (a)).
  Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;

- Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória são feitos com: 8 dias da cirurgia. Retornos adicionais serão
  comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.

- Vida sexual, com moderação estará liberada após 8 dias da cirurgia;

- Não dirigir por um período mínimo de 3 semanas;

- Não carregar peso por no mínimo 3 semanas;

- Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas sob o sol
  poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares;

- Recomendamos a realização de massagens (drenagem linfática) com início no 5º dia de pós-operatório, até cerca de 30 dias,
  ou de acordo com a avaliação médica;

- Após 3 meses poderá retornar a suas atividades físicas habituais como ginástica geral, abdominal e natação. Elas irão ajudar
  na conservação dos resultados;

- O (a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará
  sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de 3 semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), seroma (coleção de líquidos que se formam pelo grande descolamento tecidual), alterações passageiras (melhoram após vários meses) ou definitivas da sensibilidade da pele etc.

Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência (abertura) de pontos, necrose (morte) parcial ou total da pele próximo à cicatriz, grandes hematomas que precisam ser drenados e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. Sua ocorrência, felizmente, não é freqüente e não costuma comprometer os resultados. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. A paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-la. Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar, pois só ele sabe realmente como foi realizada sua cirurgia, em todos os seus detalhes.


EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A abdominoplastia associada ou não a lipoaspiração não é cirurgia para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez etc interferem de forma incisiva no abdome, independentemente de terem ou não sido operado. Mesmo assim, dificilmente, perde-se os resultados desta cirurgia. Quando pertinente, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato e/ou volume do abdome.

IMPORTANTE:
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados.

Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.

Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento seguinte à primeira cirurgia, até um período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas. São feitos curativos locais e vestimos um modelador elástico no(a) paciente que será usado nos primeiros 30 dias, ou de acordo com a recomendação específica para cada caso.


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BLEFAROPLASTIAS (CIRURGIA DAS PÁLPEBRAS)

A cirurgia estética das pálpebras tem por objetivo remover os excessos de pele, bolsas de gordura e parte das rugas desta região que fazem o olhar apresentar um aspecto triste e cansado. É importante enfatizar que os “pés de galinha” são resultantes da ação muscular nesta região e que são somente suavizados pela cirurgia, pois não podemos bloquear definitivamente a movimentação destes músculos, então parte destas rugas permanecerá. A complementação deste procedimento com a toxina botulínica (Botox) muitas vezes é aconselhada para um resultado melhor.

QUANDO OPERAR

É uma cirurgia mais freqüentemente indicada após os 30 anos de idade, em função dos fenômenos de envelhecimento. No entanto, a presença de bolsas de gordura ou flacidez precoce das pálpebras ligadas a fatores genéticos, pode sugerir a cirurgia para os mais jovens. Devido à dinâmica funcional das pálpebras, efetivamente existe um maior envelhecimento deste segmento da face em relação ao restante do rosto e assim  as pálpebras geralmente são as primeiras a manifestar os sinais da idade. A blefaroplastia pode ser superior, inferior ou total, e a indicação vai depender da necessidade de cada caso.
Durante a primeira consulta, você estará diante do espelho apontando o que gostaria de melhorar e ponderando com seu cirurgião sobre os limites técnicos e as possibilidades que a cirurgia oferece.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será solicitada. Em casos determinados podemos solicitar outros exames específicos que possam ajudar no esclarecimento diagnóstico, como por exemplo, uma avaliação oftalmológica. Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como:

- Não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos
  para emagrecer;

- Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação;

- Não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia;

- Não depilar ou raspar os pêlos pubianos em casa;

- Jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia);

- Comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares;

- Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente;

- Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

COMO É REALIZADA A CIRURGIA

A cirurgia é realizada em hospital ou clínica especializada, em caráter ambulatorial, ou seja, tendo sua alta prevista para o mesmo dia.

A anestesia é preferencialmente local com sedação, podendo também ser geral a critério do anestesista e das particularidades de cada caso.

Em ambas as circunstâncias haverá controle perfeito por um anestesista e toda a monitorização necessária (pressão arterial, pulso, eletrocardiograma e índice de oxigenação do sangue).

A cirurgia dura cerca de noventa minutos devendo-se adicionar a este tempo o preparo e a recuperação pós-anestésica.

Na pálpebra superior, é minuciosamente medida a quantidade de pele que deve ser removida, deixando a cicatriz final escondida no sulco natural da pálpebra. Trata-se as bolsas de gordura superiores.

Na pálpebra inferior, a incisão da pele é feita próxima à implantação dos cílios, sendo a pele levantada e as bolsas de gordura, quando presentes são retiradas. O excesso de pele é finalmente ressecado e a sutura aplicada.

Ao final da cirurgia serão colocados tampões de soro fisiológico sobre os olhos com o objetivo de controlar o inchaço, mantendo o repouso necessário no pós-operatório. Eles serão removidos no momento da alta hospitalar.

PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO

Normalmente a blefaroplastia não é uma cirurgia dolorosa. Caso ocorra uma maior sensibilidade, esta será abolida com analgésicos comuns prescritos pelo seu médico. Somente use medicamentos prescritos pelo seu médico.

As compressas úmidas em soro gelado ajudam a controlar o edema (inchaço), devendo ser usadas algumas vezes durante o dia. Os tecidos das pálpebras são muito delgados e refletem o trama cirúrgico através de edema (inchaço) e equimoses (manchas roxas ou avermelhadas) que são abrandados com o tempo e desaparecem em torno de seis a dez dias, considerando as particularidades de cada caso.

Na primeira noite após a cirurgia, repouse e durma com travesseiros, mantendo a cabeça elevada. A retirada dos pontos será no 8º dia de pós-operatório.

Durante alguns dias poderá haver maior sensibilidade à luz, lacrimejamento ou sensação de olho seco, coceira ou mesmo ardor. Recomenda-se o uso de óculos escuros por alguns dias para proteger da luz, do vento e de olhares curiosos.

Recomendamos não assistir TV ou esforçar na leitura nos três primeiros dias de pós-operatório.

Comumente, as cicatrizes adquirem coloração rósea. Com o tempo vão clareando até adquirirem a tonalidade semelhante da pele e ficam escondidas nos sulcos naturais das pálpebras.

Podem aparecer pequenos nódulos abaixo da pele, durante o 1º mês da cirurgia. São reações cicatriciais que se dissolverão e não devem ser motivos de preocupações.

Manchas vermelhas nos olhos podem aparecer e desaparecem com o tempo. Todas estas manifestações podem ser explicadas com a seguinte frase: “O nosso organismo necessita de um tempo para esquecer das agressões cirúrgicas”.

A volta para suas atividades profissionais pode, em geral, ocorrer após o 4º dia da cirurgia, inclusive o uso dos óculos. No entanto, as lentes de contato só serão permitidas após 7 a 10 dias.

O uso de maquiagem fica liberado na primeira semana após a cirurgia para esconder alguma equimose (mancha roxa) residual.

As atividades físicas como pequenas caminhadas são permitidas de forma branda após 10 dias e a exposição ao sol somente após 30 dias da operação, usando bloqueadores solares.

Os resultados definitivos relacionados ao inchaço, devem ser esperados para três meses após a cirurgia pois temos que esperar a acomodação dos tecidos no pós-operatório. Apesar disso podemos considerar a volta às atividades habituais com 5 a 7 dias.

AVALIAÇÃO EM LONGO PRAZO

O retorno às condições pré-existentes a uma blefaroplastia (pele flácida, redundante e com bolsas) leva alguns anos. A pele e demais tecidos das pálpebras continuam envelhecendo, sofrendo a ação inexorável do tempo. Mas sempre com uma defasagem de quem retornou alguns anos no tempo. ma nova blefaroplastia poderá ser recomendada quando você começar novamente a “brigar” com o espelho.

IMPORTANTE:
A retirada das bolsas de gordura trazem resultados excelentes em longo prazo. Porém, não raramente, nos clientes mais idosos ou em jovens com bolsas mais volumosas, pode ocorrer o reaparecimento isolado de uma dessas bolsas, particularmente a lateral das pálpebras inferiores. Não se preocupe pois isto pode ser resolvido no momento adequado com um pequeno retoque.
Retoques ocasionais representam prudência para não retirar demais e depois ter que corrigir em circunstâncias adversas.
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores.
Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.
Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.
 

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CIRURGIA DA CALVÍCIE (TRANSPLANTES CAPILARES)

Este é o procedimento para tratar alguns tipos de queda de cabelos. A princípio, devemos diferenciar as diferentes causas da queda de cabelos, pois em determinados casos o tratamento é clínico e não cirúrgico. Geralmente uma avaliação criteriosa pode esclarecer e determinar o tratamento, sendo uma avaliação dermatológica às vezes importante neste esclarecimento. Geralmente a calvície é de causa androgênica, ou seja, relativa à atuação dos hormônios masculinos em receptores celulares localizados nos bulbos capilares. Uma enzima nestes receptores altera a conformação dos androgênios, induzindo a queda dos cabelos. Como esta enzima geralmente não está presente nas áreas laterais e posterior do couro cabeludo, estas regiões são preservadas na maioria dos casos de calvície.

A calvície androgênica é hereditária e acomete quase exclusivamente os homens. É classificada em 7 graus, dependendo da sua extensão de acometimento. Geralmente, quando a calvície se instala de uma maneira mais abrupta no adulto jovem, não só a estética fica comprometida como também reflete emocionalmente na vida profissional, social e afetiva do indivíduo. A calvície tardia é bem mais lenta e chega ao final em uma faixa etária mais avançada, após os 45 anos, também trazendo suas interferências estéticas e psicológicas no cotidiano dos pacientes. As mulheres também podem ser acometidas pela calvície e, em geral, sofrem bem mais.

A cirurgia não interrompe o processo da calvície aonde os fios de cabelo vão ficando finos e fracos até caírem. Ela deve ser feita em uma fase definida do processo e visa o preenchimento das áreas glabras (calvas) com implantes de fios retirados da área posterior da cabeça onde a interferência hormonal é reservada. Os fios transplantados conservam as mesmas características genéticas da área doadora logrando um crescimento efetivo dos pêlos. Com o tempo, estes fios transplantados serão alvo do inexorável processo de envelhecimento e se tornarão mais delgados. Daí a importância de se esclarecer à possibilidade real de um segundo ou terceiro ato cirúrgico, de acordo com a evolução desta queda capilar. O intervalo entre eles geralmente é de 8 meses a 1 ano.

RISCOS

Muitos questionam sobre os riscos da cirurgia. Toda cirurgia tem riscos, mas estes são geralmente previsíveis e na maioria das vezes, controláveis. A cirurgia estética, como procedimento eletivo, é uma conduta cirúrgica planejada, podendo aguardar a oportunidade ideal para ser realizada, razão pela qual os riscos sistêmicos a ela inerentes são menores.

Raramente traz implicações sérias, entretanto, como todo ato cirúrgico, tem seu risco natural e os imprevistos. Tenha a certeza que tudo será feito para evitá-los, proporcionando os melhores resultados. Lembre-se que os maiores interessados nos bons resultados são o paciente e o cirurgião, e o bom relacionamento entre eles deve ser sempre procurado nas consultas.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia.

Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados (de cirurgias associadas) podemos solicitar outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por no mínimo 15 dias, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer; abstinência do fumo por 4 semanas antes da operação; jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares ou alguma outra recomendação que venha a ser pertinente. Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias.

- Tomar banho antes de ir para o hospital, lavando bem o couro cabeludo;

- Você vai precisar de blusa aberta (que não necessite passar pela cabeça) para ir para casa;

- É importante a presença de um acompanhante para a alta, pois não será permitido dirigir neste momento;

- Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

A CIRURGIA

O método de transplante “micro e mini grafts” é eficiente e traz resultados satisfatórios, ao contrário da técnica de implantação de “tufos” de cabelos que podem dar uma aparência de cabelo de boneca. São confeccionados enxertos de várias formas, desde aqueles com um até 3 fios cada. Os resultados são extremamente variáveis de acordo com fatores diversos como cor, textura, espessura, densidade da área doadora e área a ser transplantada. Desta forma, não é razoável comparar resultados de forma aleatória, desconsiderando todos estes fatores.

A cirurgia é realizada sob anestesia local e sedação e a duração é variável de acordo à área glabra a ser reparada. Em geral dura cerca de 4 a 5 horas, afora o tempo de preparação e recuperação pós-anestésica. É realizada em caráter ambulatorial, podendo o paciente receber alta hospitalar no mesmo dia.

Retira-se uma fita de couro cabeludo da região posterior da cabeça, podendo ir de uma orelha à outra. A área doadora é suturada e então se inicia a separação dos fios para serem transplantados. De acordo com uma marcação que é previamente conversado com o paciente, o fio vão sendo introduzidos com a ajuda de agulhas

PÓS-OPERATÓRIO

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica.

É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem o(a) operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso.

O (a) paciente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

- Não dirigir no pós-operatório imediato;

- Repouse ao chegar em casa, com a cabeceira elevada por almofadas ou travesseiros a cerca de 30º em relação ao resto do corpo;

- Não há restrições para a posição de dormir.

- O (a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará sensível e poderá
  ocorrer queimadura de 3º grau.

- Os pontos da área doadora são retirados com 10 a 14  dias. O edema (inchaço) normalmente pode aumentar nos 4 primeiros dias, chegando até as
  pálpebras. Isto é o normal e não deve ser considerado como um problema. Há formação de crostas junto aos implantes, não devendo ser removidas
  em hipótese alguma. Aos poucos elas caem sozinhas (por volta de 10 a 12 dias), deixando os fios integrados.

- Não há necessidade de repouso no leito no dia seguinte da cirurgia. Volte para suas atividades normais, respeitando os limites referidos.

- Na evolução do crescimento capilar existem três fases distintas (crescimento, queda e repouso) e estas fases são reproduzidas nos fios
  transplantados. Assim, com cerca de 2 a 3 meses os fios implantados caem, voltando a crescer algumas semanas depois (com cerca de
  4 meses) de forma definitiva. É uma fase de ansiedade natural que é contornada com o conhecimento das informações evolutivas
  da cirurgia da calvície.

- O paciente não deve se expor ao sol nos primeiros 30 dias da cirurgia, evitando também as atividades físicas intensas.

- Normalmente recomendamos o uso de alguns produtos que estimulam o crescimento capilar e tudo isso lhe será orientado pelas receitas.

INTERCORRÊNCIAS

São muito raras. Pode ocorrer diminuição da sensibilidade na área doadora que geralmente voltam ao normal em alguns meses. Outras intercorrências como pústulas, cistos, granulomas, alterações cicatriciais e até uma rarefação capilar transitória na área doadora podem ocorrer. Todas elas são geralmente bem resolvidas e não devem preocupar o paciente.

Lembre-se que todas as dúvidas podem ser esclarecidas a todo o momento com seu cirurgião e o(a) deixarão mais tranqüilo para conduzir da melhor forma possível o seu pós-operatório.

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

Como já reportamos, todas as fases do crescimento capilar serão reproduzidas após a cirurgia. Assim, não fique ansioso (a) para ver os resultados antes que o organismo passe por estas fases. Cerca de três meses após a cirurgia seus cabelos começarão a crescer novamente e por volta de 8 a 12 meses você deverá apresentar um aspecto natural.

O tempo continua a passar, independentemente da cirurgia. É claro que ela retarda o aspecto desagradável da calvície, mas tanto os fios naturais como os transplantados sofrem a ação do tempo, ficando cada vez mais finos e rarefeitos. Lembre-se da importância de nova cirurgia caso isto venha a lhe incomodar.
 

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LIPOASPIRAÇÃO/LIPOESCULTURA (CIRURGIA DE CONTORNO CORPORAL)

A Lipoaspiração é um método cirúrgico desenvolvido na Europa, particularmente na Suíça e França a partir de 1977. Foi
apresentado pela primeira vez, fora da Europa, em um congresso da nossa Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em Fortaleza.

A LIPOASPIRAÇÃO destina-se à remoção de gordura localizada, de qualquer região do corpo, com mínimas cicatrizes, por meio de um aparelho especial de vácuo, desde que consideradas algumas particularidades como a textura e elasticidade da pele, dentre outras.

A LIPOESCULTURA é um termo mais recentemente difundido que caracteriza a mesma lipoaspiração e a utilização desta gordura aspirada para preenchimentos de alguma depressão corporal (lipoenxertia). Obviamente não é um tratamento de obesidade, devendo ser encarado como uma cirurgia de modelação ou de contorno corporal.


AS CICATRIZES

As cicatrizes da lipoaspiração correspondem a pequenos cortes que são cuidadosamente colocados em pontos estratégicos para a devida remoção gordurosa, mas que estejam disfarçados em sulcos, dobras, relevos naturais ou em áreas normalmente cobertas por vestes, na maioria dos casos. Passam por toda a evolução normal de uma cicatriz, tornando-se discretas, na maioria dos casos.

INDICAÇÕES

Como referimos a pouco, esta técnica pode ser utilizada para qualquer região corporal que apresente acúmulo localizado de gordura. Entretanto, há limitações técnicas e anatômicas como toda cirurgia estética. A “lipo” não vai corrigir flacidez de pele ou da musculatura local. Assim, resultados espetaculares nem sempre são possíveis, e nesses casos, a remoção do excesso de gordura poderá acentuar a flacidez, já que a pele (com sua elasticidade prejudicada) ficará sem uma boa sustentação.

Por ser um tratamento de acúmulo localizado de gordura, a lipoaspiração não deve ser encarada como uma opção entre este procedimento e a plástica de abdome. Nos casos de lipoaspiração pura, não há flacidez de pele, mas somente excesso localizado de gordura em uma região com boa textura e elasticidade da pele. Na flacidez abdominal há excesso de tecidos sem boa elasticidade da pele, sendo sua remoção a única opção, podendo até estar associada a “lipo” de outras áreas.

Já não se fazem limitações de idade para esta cirurgia, mas apenas pelas condições de flacidez e elasticidade de pele. Entretanto, mesmo nestes casos de flacidez, a lipoaspiração pode ser considerada. Assim, ou a “lipo” será complementada por uma remoção de pele flácida ou o cliente deverá aceitar a possibilidade de ficar com um grau mais acentuado de flacidez naquela região, com possíveis irregularidades de superfície.

Grandes lipoaspirações (mega lipoaspirações) são procedimentos passíveis de maiores riscos operatórios e devem assim, ser desaconselhados. Às vezes preferimos indicar o tratamento dividido em etapas, pensando em maior segurança para o(a) paciente. 

É comum o pedido do(a) paciente para retirarmos toda a gordura da região a ser tratada. Devemos esclarecer que a pele é sustentada por esta camada de gordura e que a sua total remoção poderá cursar com irregularidades da pele ou até mesmo risco de necrose (morte) tecidual por falta de vascularização local.

Pode ser associada a outras cirurgias, dependendo das suas dimensões e da particularidade de cada caso. Isto será esclarecido pelo seu cirurgião, ponderando as expectativas e as possibilidades técnicas.

RISCOS DA CIRURGIA

A “lipo” não é simplesmente um tratamento de beleza. É uma cirurgia e como tal tem seus riscos, até mesmo de vida. Não há procedimento cirúrgico, mesmo que estético, sem esta possibilidade.

A lipoaspiração, como procedimento eletivo, é uma conduta cirúrgica planejada, podendo aguardar a oportunidade ideal para ser realizada, razão pela qual os riscos sistêmicos a ela inerentes são menores que aqueles associados às cirurgias de urgência.

Entretanto, esta cirurgia não apresenta maiores riscos que as outras operações estéticas, como se costuma dizer.

“O paciente precisa entender que a plástica é um ramo nobre da cirurgia geral e, como tal, é procedimento de risco. Uma transformação radical só Deus poderia fazer”. (Ivo Pitanguy)

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar o ultra-som abdominal ou outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (específico em cada caso); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente. Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias.

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

A CIRURGIA

A anestesia comumente é a peridural com sedação, para as cirurgias no tronco e membros inferiores. Poderá ser geral ou mesmo local em casos determinados pela equipe cirúrgico-anestésica e também de acordo com a região a ser aspirada, cirurgias associadas ou preferência do(a) paciente.

Pode ter caráter ambulatorial (alta hospitalar no mesmo dia) ou necessitar de internação por um ou mais dias, também dependendo das possíveis cirurgias associadas e casos especiais.

Após a anestesia procede-se à infiltração de uma solução salina com adrenalina na área a ser aspirada, com a finalidade de facilitar o procedimento e reduzir os possíveis sangramentos. Também existe a lipoaspiração “a seco” que é usada por alguns cirurgiões. Estas questões técnicas serão esclarecidas por seu médico. Através de cânulas de diversos calibres e formatos, a gordura é aspirada, dando o contorno programado.

O tempo da cirurgia vai depender da área a ser tratada sendo aquele necessário para dar o melhor resultado de cada caso (em geral, cerca de 3 a 4 horas). Assim, também os gastos com as despesas médicas e hospitalares serão proporcionais à extensão do procedimento. Isto será detalhadamente esclarecido em sua consulta preliminar.

Os pequenos orifícios necessários para a cirurgia serão suturados (pontos) e a área operada será comprimida por modeladores elásticos ou faixas compressivas, cujos modelos vão variar de acordo com a região tratada. Esta compressão é extremamente importante para o controle do edema (inchaço) e remodelação corporal, somente sendo retirada para o banho.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. A sensação é comparada com a atividade física intensa em pessoas que não costumam se exercitar. Mesmo assim, se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem o operou evitando pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso.

Em geral, você somente perceberá as alterações de medidas após cerca de 30 dias. Mesmo assim, o inchaço só regride completamente com aproximadamente 3 meses.

O (a) paciente receberá  alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

- Repouso relativo de atividades físicas e  limitação de movimentos bruscos e amplos;

- As pequenas caminhadas são muito importantes já no dia seguinte da cirurgia, assim como recomendamos a movimentação
  e massagem dos membros inferiores e pés logo após a cirurgia, para prevenir possíveis casos de trombose. Não há a
  necessidade de permanecer deitado(a) durante todo o dia. Descanse a posição das costas para que ao deitar você consiga
  relaxar. Ao assentar, não dobre agudamente sobre a área operada, evitando comprimi-la;

- Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião;

- Banhos ou trocas do modelador somente com a autorização da equipe cirúrgica ou sob sua orientação, geralmente no
  1º dia pós cirurgia;

- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo (a)).
  Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;

- Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória são feitos com: 8 dias da cirurgia. Retornos adicionais
  serão comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.

- Não dirigir por um período variável de 8 dias, dependendo da extensão de cada caso;

- Não carregar peso por no mínimo três semanas;

- Após três meses poderá retornar a suas atividades físicas habituais como ginástica geral, abdominal e natação. Elas
  irão ajudar na conservação dos resultados;

- Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas sob o
  sol poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares;

- Vida sexual, com moderação estará liberada após 8 dias da cirurgia;

- O (a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço.  A pele ainda
  estará sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.

- Nas lipoenxertias (preenchimento de depressões), as áreas tratadas não podem sofrer compressão para evitar a
  reabsorção da gordura enxertada. Toda recomendação específica lhe será esclarecida de acordo com cada caso.

- Recomendamos a realização de massagens (drenagem linfática) com início no 5º dia de pós-operatório, até cerca de
  30 dias, ou de acordo com a avaliação médica;

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, deiscência de pontos (abertura do corte), seroma (coleção de líquidos que se formam pelo grande descolamento tecidual), alterações permanentes (definitivas) ou passageiras da sensibilidade (melhoram após vários meses) etc.

Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas: infecção, transfusão de sangue, necrose parcial ou total da pele (sendo o tabagismo a principal causa), aumento da flacidez da pele na área aspirada e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. As irregularidades de superfície podem ocorrer devido a uma má resposta retrátil da pele e a permanência de alguns volumes indesejáveis. Sua ocorrência, felizmente, não é freqüente e não costuma comprometer os resultados. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. A paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-la. Isto gera angústia, dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar.


EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A lipoaspiração não é cirurgia para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez etc interferem de forma incisiva no organismo, independentemente de ter ou não sido operado. As células gordurosas residuais (adipócitos) podem aumentar de volume quando o(a) paciente volta a ganhar peso.A não ser que este ganho de peso seja grande, mesmo que o(a) paciente engorde são preservadas as formas. A manutenção dos resultados de uma lipoaspiração, portanto, mais dependem do(a) paciente, que será orientado a manter um programa de exercícios físicos e de controle de peso. Assim, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato e/ou volume da área operada.


IMPORTANTE:

A lipoaspiração não faz milagres. Como qualquer tipo de cirurgia pode determinar resultados que não dependem do cirurgião. A idade, o volume de gordura a ser aspirado, a flacidez de pele e da região e a acomodação desta pele no pós-operatório podem interferir no resultado final. Uma segunda ou mesmo terceira cirurgia pode fazer parte do programa de tratamento. Resultados definitivos somente devem ser considerados após 6 a 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.

Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.

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MASTOPLASTIA DE AUMENTO (IMPLANTE DE PRÓTESES MAMÁRIAS)

MASTOPLASTIA ou MAMOPLASTIA é o nome dado para as cirurgias das mamas. Alguns tipos de mastoplastia podem ser diferenciados e especificados de acordo com a finalidade da cirurgia, por exemplo:

    - Mastoplastia redutora  que objetiva  diminuir o volume e moldar  nova  forma  às mamas;
    - Mastoplastia de aumento que acrescentam próteses mamárias (de silicone ou outros produtos) para projetar
      esteticamente ou preencher deformidades adquiridas;
    - Mastopexia ou cirurgia para corrigir a queda, com pequena ou nenhuma redução de volume associada;
    - Mastoplastia de equilíbrio na qual o objetivo é equilibrar as assimetrias muito evidentes.

Este informativo tem por objetivo esclarecer alguns aspectos relativos à cirurgia de aumento das mamas através de próteses, que podem ser de diversos materiais.

INDICAÇÕES

Esta cirurgia está indicada nos casos de AMASTIA (ausência congênita das mamas), HIPOMASTIA (volume diminuído das mamas), ASSIMETRIAS (uma mama é muito menor que a outra), nos casos de volume normal, mas quando há o DESEJO de aumento volumétrico das mamas e nas RECONSTRUÇÕES MAMÁRIAS secundárias a um defeito morfológico deixado pela ressecção da cirurgia anterior.

Recentemente, podemos observar um aumento da procura pela mastoplastia de aumento, justificada por um modismo internacional, aliado à melhor qualidade e segurança das próteses e ao pequeno tamanho das cicatrizes resultantes.

QUANDO OPERAR

As mastoplastias estéticas podem ser realizadas a partir do completo desenvolvimento das mamas. Isto tem ocorrido mais precocemente nas últimas décadas devido às mudanças impostas pelas alterações dos hábitos de vida como o uso freqüente de hormônios femininos e o início da atividade sexual, dentre outros fatores. Assim, a partir dos 14 a 15 anos já é possível operar as adolescentes com desenvolvimento completo das mamas, atendendo suas necessidades estéticas. Ao considerarmos o período de lactação, recomendamos aguardar pelo menos 6 meses após interrompê-lo para programar sua cirurgia.

AS PRÓTESES MAMÁRIAS

O material empregado na fabricação das próteses mamárias geralmente é um tipo de polímero sintético, comprovadamente biocompatível, conhecido como SILICONE. Este produto faz parte da composição do revestimento da prótese, podendo também ser coberto por outros produtos como o poliuretano. O conteúdo da prótese pode ser o silicone (atualmente de forma gelatinosa e coesiva) , o soro fisiológico ou mesmo alguns tipos de óleos. Várias pesquisas têm sido desenvolvidas na procura do material mais adequado para a confecção destas próteses.

Cada um destes produtos tem suas particularidades, mas, hoje em dia, o mais usado mundialmente é o silicone. Nestas condições ele é um produto inerte e com alta segurança já que, devido à sua consistência coesiva, caso haja uma ruptura traumática da prótese, o gel de silicone não disperse, impregnando os tecidos. É raro, mas pode ocorrer rejeição a prótese de silicone.

Também é muito importante a afirmação de que o silicone não foi associado a doenças degenerativas articulares ou ao câncer de mama nestes estudos. O que ocorre é que ele poderia dificultar a identificação de uma lesão mamária inicial, mas com o controle através da mamografia periódica e o desenvolvimento de técnicas mais avançadas de avaliação, estes problemas são contornados.

Converse tudo isto com o seu cirurgião, esclarecendo todas as suas dúvidas e ponderando as particularidades de cada caso.

FUNÇÕES DAS MAMAS

Tanto a redução quanto o aumento das mamas preservam todas as suas funções. Lactação e sensibilidade são mantidas desde que estas condições já existam antes da cirurgia. Logo após a operação pode haver uma diminuição da sensibilidade que aos poucos irá retornando ao normal.

Obviamente que nos casos de ablação da glândula mamária para tratamento de uma doença benigna ou maligna ou ainda nas grandes ressecções (chamadas gigantomastias) prévias, estas funções podem estar comprometidas.

SIMETRIA E ASSIMETRIA

É extremamente importante ressaltar que as assimetrias mamárias são muito freqüentes, podendo ser decorrentes do formato assimétrico das mamas ou do tórax (em geral alterações congênitas). Assim, podemos dizer que a simetria das mamas nem sempre pode ser alcançada pela cirurgia, apesar de termos este objetivo. Se a própria natureza não as deixou idênticas, pode-se imaginar que este objetivo não é tão simples de ser alcançado.

A ESCOLHA DO TAMANHO

Na primeira consulta, a cliente avalia, juntamente com o cirurgião, os diversos volumes de próteses mamárias, adequando seu desejo às possibilidades técnicas e ao conjunto estético corporal. Serão apresentadas à cliente as próteses mamárias similares às que serão usadas. Consideramos que a opinião do cirurgião é extremamente importante na determinação do tamanho das próteses pela sua vivência mas, avaliando todos estes aspectos, a escolha deve ser sempre da paciente. São testados os tamanhos das mamas com moldes durante a cirurgia e será escolhido o mais harmônico em relação a estrutura corporal.

AS CICATRIZES

As cicatrizes das mastoplastias de aumento dependerão do tipo e formato das mamas e do que se deseja com a cirurgia. Assim, nas mamas que não apresentam ptose (queda) associada, as cicatrizes poderão ser posicionadas no sulco sub mamário (formato horizontal) ou na transição da pele da aréola com o restante da mama, em forma semicircular.

Já nas mamas ptosadas há que se corrigir esta queda com o reposicionamento superior dos tecidos após a colocação das próteses. Nestes casos, as cicatrizes serão de acordo com a necessidade de acomodação dos tecidos mamários. Costuma-se dizer que “as mamas terão as cicatrizes que merecem” em função das suas condições antes da cirurgia. Cada técnica tem sua indicação apropriada e pode estar certa de que para alcançar forma e tamanho desejados lhe será indicada a técnica que deixará as melhores e menores cicatrizes possíveis para o seu caso específico.

Atualmente as técnicas mais comuns para a correção da ptose associada a mastoplastia de aumento deixam as cicatrizes mamárias em forma de “L”, “T” invertido, e ao redor da aréola, que vão adquirir com o tempo, aspecto de uma linha de tonalidade semelhante à da pele e localizadas em áreas que possam ser encobertas pelas vestes de banho. Entretanto, o resultado final vai depender da reação de cada organismo.

Menos freqüentemente, pode ocorrer o inverso e as cicatrizes sofrerem um alargamento, ou tornarem-se grossas, altas e duras, formando quelóides. Estes estão relacionados à qualidade da pele e à genética da cliente e não ao modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico lhe dará toda a orientação e tratamento adequado, indicando, quando pertinente, uma cirurgia oportuna para o retoque.

Nas cirurgias reconstrutoras, as cicatrizes seguirão o padrão da cirurgia anterior estando de acordo com a deformidade encontrada no momento da reparação.

AVALIAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA

Todos os dados relativos à sua saúde serão questionados, incluindo doenças prévias ou em tratamento, uso de medicamentos, tabagismo, alergias medicamentosas, alimentares ou diversas, cirurgias prévias, história familiar para câncer de mama, condições de controle das mamas com o especialista etc.

Casos de câncer de mama na família, combinados com displasia de alto risco devem ser informados e se tornam uma contra indicação para esta cirurgia.

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar a mamografia, ultrassom ou outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente. Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias.

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

A CIRURGIA

A cirurgia pode ser realizada ambulatorialmente, ou seja, podendo ter alta hospitalar no mesmo dia da operação. O ato dura cerca de 2 horas e, em geral, é realizado sob anestesia local com sedação ou peridural.

Pode ser usada outra anestesia como a geral, dependendo da avaliação do caso pela equipe cirúrgico-anestésica. Tudo isto será conversado com você antes da cirurgia, ponderando-se todos os aspectos.

Lembre-se que o tempo total de permanência no bloco cirúrgico é maior que o tempo real da cirurgia pois o preparo e a recuperação pós-operatória contribuem para este aumento.

As mamas são incisadas de acordo com a programação prévia, dissecando-se um espaço para a inclusão das próteses.

Tecnicamente, este espaço pode ser: retro glandular (logo atrás da mama), retro fascial (atrás da fáscia peitoral) ou retro muscular (atrás do músculo peitoral maior). Cada possibilidade será explicada detalhadamente pelo seu médico.

A prótese é posicionada e recoberta pelo tecido mamário que então é suturado por cima dela com diversos tipos de pontos.

Quando indicado, corrige-se a ptose (queda) associada.

O curativo é feito de forma a ajudar na modelagem das mamas devendo ser sobreposto por um soutien adequado (sem rendas ou aros, de forma a moldar toda a mama e justo ao tórax, sem porém estar apertado). Somente autorizamos a retirada do soutien para o banho.

Toda e qualquer anormalidade encontrada durante a cirurgia como cistos ou nódulos serão encaminhados para exame específico, assim como também serão examinadas as peças cirúrgicas removidas nas cirurgias redutoras ou modeladoras.

Os custos destes exames são de responsabilidade do (a) cliente, devendo ser acertados diretamente no hospital ou laboratório responsável pela execução dos mesmos.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso, exceto quando as próteses são colocadas abaixo do músculo. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem a operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso.

A paciente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

- Repouso de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos dos braços;

- Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião;

- Banhos ou trocas do soutien somente com a autorização da equipe cirúrgica, geralmente no 1º dia;

- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-la).
  Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;

- Movimentação dos membros inferiores e pequenas caminhadas são muito importantes para a prevenção de tromboses e embolias;


OBSERVAÇÃO:
Sangramentos copiosos ou variações volumétricas exageradas (aumento da mama) (na maioria das vezes unilateral) e de acontecimento súbito, acompanhados de dor, devem ser imediatamente comunicados ao seu médico. Pode se tratar de um hematoma e deve ser avaliado prontamente.


- Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória são feitos com: 8 dias da cirurgia. Retornos adicionais serão
  comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.

- O soutien deverá ser usado por um período mínimo de 30 dias, durante todo o dia, inclusive para dormir, mas as particularidades de
  cada caso serão avaliadas e este período poderá ser até mesmo prolongado. Seu médico lhe dará todas as orientações;

- Não dirigir por um período mínimo de 3 semanas;

- Não carregar peso por no mínimo 3 semanas;

- Não fazer movimentos amplos e bruscos com os braços por cerca de 10 dias;

- Após 3 meses poderá retornar a suas atividades físicas habituais como ginástica e natação;

- Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas sob o sol poderão
  ser feitas com o uso de bloqueadores solares;

- Vida sexual, com moderação estará liberada após 8 dias da cirurgia;

- Deverá ser realizada massagem nas mamas após 15 dias da cirurgia, sendo esta auto massagem realizada no banho e
  previamente ensinada pelo seu médico.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de 3 semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), alterações transitórias da sensibilidade etc.

A formação de uma cápsula fibrosa envolvendo as próteses é uma intercorrência indesejável que pode ocorrer. Com o advento das próteses mais modernas e de melhor qualidade, tal incidência caiu de 30% para cerca de 2% a 4 %. O nosso organismo reage de maneira a expulsar qualquer material estranho nele introduzido. Não podendo fazê-lo com as próteses, o corpo cria uma cápsula fibrosa, para isolá-las completamente do seu contato. Assim, todas as próteses são recobertas por uma cápsula de diferentes espessuras, que começa a se desenvolver após algumas semanas da cirurgia. O grau de encapsulamento é variável, podendo ir de imperceptível (não necessitando de tratamento cirúrgico) até o comprometimento das mamas com dor e deformidade. Neste extremo, o tratamento é cirúrgico com substituição ou mesmo retirada das próteses.

Outras intercorrências mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência (abertura) de pontos, necrose (morte) parcial ou total da pele das aréolas, grandes hematomas que precisam ser drenados e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. A paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-la. Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar.

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A mastoplastia de aumento associada ou não a mastopexia não é cirurgia para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez, lactação, substituição adiposa das glândulas mamárias, etc interferem de forma incisiva nas mamas, independentemente de terem ou não sido operadas.

Existe ainda a possibilidade da troca das próteses por outras de maior ou menor volume de acordo com a vontade da cliente ou a necessidade de adequação às novas condições das mamas. Assim, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato e/ou volume mamários. As próteses ficam posicionadas como na cirurgia do implante, porém, os tecidos mamários que a elas se sobrepõem sofrem a ação dos diversos fatores acima relacionados, podendo necessitar de remodelação posterior (correção de algum grau de ptose - queda).

TROCA DAS PRÓTESES

A troca das próteses mamárias, hoje em dia, somente é recomendada nos casos de ruptura, deformidades morfológicas, encapsulamento severo, infecção ou desenvolvimento de doenças mamárias incompatíveis com a permanência deste corpo estranho no organismo. O controle mamográfico e cirúrgico rigorosos irá detectar estas alterações, indicando a troca. Não há obrigatoriedade de troca a cada 10 anos.

IMPORTANTE:
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores.
Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.
Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.
 

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MASTOPLASTIA REDUTORA / MASTOPEXIA (CIRURGIA DE REDUÇÃO/CORREÇÃO DE PTOSE)

MASTOPLASTIA ou MAMOPLASTIA é o nome dado para as cirurgias das mamas. Alguns tipos de mastoplastia podem ser diferenciados e especificados de acordo com a finalidade da cirurgia, por exemplo:

    - Mastoplastia redutora  que objetiva  diminuir o volume e moldar  nova  forma  às mamas;
    - Mastoplastia de aumento que acrescentam próteses mamárias (de silicone ou outros produtos) para projetar
      esteticamente ou preencher deformidades adquiridas;
    - Mastopexia ou cirurgia para corrigir a queda, com pequena ou nenhuma redução de volume associada;
    - Mastoplastia de equilíbrio na qual o objetivo é equilibrar as assimetrias muito evidentes.

Aqui neste informativo estaremos considerando as cirurgias redutoras e as correções de ptoses (quedas) mamárias.
As mastoplastias redutoras ou mastopexias visam alcançar proporções mais harmônicas entre as mamas, o tórax e conseqüentemente com o conjunto corporal. Na maioria das vezes as reduções mamárias são acompanhadas da correção de algum grau de ptose e/ou assimetria existente.

SIMETRIA E ASSIMETRIA

É extremamente importante ressaltar que as assimetrias mamárias são muito freqüentes, podendo ser decorrentes do formato assimétrico das mamas ou do tórax (em geral alterações congênitas). Assim, podemos dizer que a simetria das mamas nem sempre pode ser alcançada pelo cirurgião, apesar de termos este objetivo. Se a própria natureza não as deixou idênticas, pode-se imaginar que este objetivo não é tão simples de ser alcançado.

CICATRIZES

As cirurgias de redução ou pexia das mamas sempre deixam cicatrizes, cuja forma, tamanho e posição variam de acordo com a técnica empregada, o volume e os excessos de pele e tecido mamário, a qualidade da pele etc. Costuma-se dizer que “as mamas terão as cicatrizes que merecem” em função das suas condições antes da cirurgia. Cada técnica tem sua indicação apropriada e pode estar certo(a) de que para alcançar forma e tamanho desejados lhe será indicada a técnica que deixará as melhores e menores cicatrizes possíveis para o seu caso específico.

Atualmente as técnicas mais comuns deixam as cicatrizes mamárias em forma de “L”, “T” invertido, ou ao redor da aréola, que vão adquirir com o tempo, o aspecto de uma linha de tonalidade semelhante à da pele e localizadas em áreas que possam ser encobertas pelas vestes de banho. Menos freqüente, pode ocorrer o inverso e as cicatrizes sofrerem um alargamento, ou tornarem-se grossas, altas e duras, formando quelóides. Estes estão relacionados à qualidade da pele e não ao modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico lhe dará toda a orientação de tratamento adequado, indicando, quando pertinente, uma cirurgia oportuna para o retoque.

FUNÇÕES DAS MAMAS

Tanto a redução quanto o aumento das mamas preservam todas as suas funções. Lactação e sensibilidade geralmente são mantidas dependendo da técnica utilizada e desde que estas condições já existam antes da cirurgia. Logo após a operação pode haver uma diminuição da sensibilidade que aos poucos irá retornando ao normal. Obviamente que nos casos de ablação da glândula mamária para tratamento de uma doença benigna ou maligna ou ainda nas grandes ressecções (chamadas gigantomastias) estas funções podem estar comprometidas; ou, dependendo de algumas pacientes, mesmo mamas pequenas ou médias podem perder parte da sensibilidade.

QUANDO OPERAR

As mastoplastias estéticas podem ser realizadas a partir do completo desenvolvimento das mamas. Isto tem ocorrido mais precocemente nas últimas décadas devido às mudanças impostas pelas alterações dos hábitos de vida como o uso freqüente de hormônios femininos e o início da atividade sexual, dentre outros fatores. Assim, a partir dos 14 a 15 anos já é possível operar as adolescentes com desenvolvimento completo das mamas, atendendo suas necessidades estéticas. Ao considerarmos o período de lactação, recomendamos aguardar pelo menos 6 meses após interrompê-lo para programar sua cirurgia.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será solicitada. Em casos determinados podemos solicitar a mamografia, ultrassom ou outro exame específico que possam ajudar no esclarecimento diagnóstico antes da cirurgia.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer e abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica; comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente. Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias.

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

A CIRURGIA

A cirurgia pode ser ambulatorial, ou seja, podendo ter alta hospitalar no mesmo dia da operação. O ato dura cerca de 3 horas e, em geral, é realizado sob anestesia local com sedação. Pode ser usada outra anestesia como a geral ou mesmo a peridural, dependendo da avaliação do caso pela equipe cirúrgico-anestésica. Tudo isto será conversado com você antes da cirurgia, ponderando-se todos os aspectos.

Lembre-se que o tempo total de permanência no bloco cirúrgico é maior que o tempo real da cirurgia, pois o preparo e a recuperação pós-operatória contribuem para este aumento.

As mamas são incisadas de acordo com a programação prévia, removendo e /ou re posicionando os tecidos mamários. São dados pontos de sustentação e modelagem das mamas após um rigoroso controle da hemostasia (cauterização de pontos sangrantes). Faz-se o fechamento por planos dos tecidos com diversos pontos que serão removidos nos retornos do (a) paciente no consultório.

O curativo é feito de forma a ajudar na modelagem das mamas devendo ser sobreposto por um soutien adequado (sem rendas ou aros, de forma a moldar toda a mama e justo ao tórax, sem porém estar apertado).

Toda e qualquer anormalidade encontrada durante a cirurgia como cistos ou nódulos serão encaminhados para exame específico, assim como também serão examinadas as peças cirúrgicas removidas nas cirurgias redutoras ou modeladoras.

Os custos destes exames são de responsabilidade do (a) paciente, devendo ser acertados diretamente no hospital ou laboratório responsável pela execução dos mesmos.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem o operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso.

A cliente receberá  alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

- Repouso de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos dos braços;

- Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu
  cirurgião;

- Banhos ou trocas do soutien somente com a autorização da equipe cirúrgica ou sob sua orientação, geralmente no 1º dia após
  a cirurgia;

- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-la).
  Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;

OBSERVAÇÃO:
Sangramentos copiosos ou variações volumétricas exageradas (na maioria das vezes unilateral) e de acontecimento súbito, acompanhados de dor, devem ser imediatamente comunicados ao seu médico. Pode se tratar de um hematoma e deve ser avaliado prontamente.

- Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória são feitos com: 8 dias da cirurgia. Retornos adicionais serão
  comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.

- O soutien deverá ser usado por um período mínimo de 30 dias, durante todo o dia, inclusive para dormir, mas as particularidades
  de cada caso serão avaliadas e este período poderá ser até mesmo prolongado. Seu médico lhe dará todas as orientações;

- Não dirigir por um período mínimo de 3 semanas;

- Não carregar peso por no mínimo 3 semanas;

- Não fazer movimentos amplos e bruscos com os braços por cerca de 10 dias;

- Após três meses poderá retornar a suas atividades físicas habituais como ginástica e natação;

- Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas sob o sol
  poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares;

- Vida sexual, com moderação estará liberada após 8 dias da cirurgia;

- O (a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, mudando a posição, para melhorar o inchaço.
  A pele ainda estará sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de três semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), alterações transitórias de sensibilidade etc. Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência (abertura) de pontos, necrose (morte) parcial ou total da pele das aréolas, grandes hematomas que precisam ser drenados, necrose da gordura no local dos pontos internos, e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. A paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-la. Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar, pois só ele sabe realmente como foi realizada a sua cirurgia.

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A mastoplastia redutora e a mastopexia não são cirurgias para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez, lactação, substituição adiposa das glândulas mamárias etc interferem de forma incisiva nas mamas, independentemente de terem ou não sido operadas. Assim, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato he volume mamários.

IMPORTANTE:
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.

Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.
 

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MENTOPLASTIA (CIRURGIA DO QUEIXO)

O mento, assim como o nariz, é parte fundamental à formação do perfil da face, sendo muito importante na estética do rosto. Não é raro que apresente alterações de posicionamento como o avanço ou a retração, e nesta última forma dá a impressão de um nariz muito maior do que realmente é. As cirurgias que visam alterar o perfil da face, atuando no nariz e no mento são conhecidas como perfiloplastias.

A mentoplastia mais comum é aquela que visa corrigir o retro posicionamento e isso se faz através da inclusão de uma peça de silicone, geralmente pré-moldada.

Existem casos de retração completa da mandíbula que não podem ser corrigidos por este procedimento e necessitam cirurgias mais complexas com remodelações e avanços ósseos.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar outros exames específicos que possam ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes faciais e corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares; guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijouterias e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente.

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

A CIRURGIA

O procedimento é realizado sob anestesia local e sedação, e pode ser associada a outras cirurgias como a rinoplastia ou o “face-lifting”. A duração da cirurgia para o aumento do contorno do queixo é de cerca de 30 minutos, quando realizado isoladamente. A cirurgia é feita de forma ambulatorial, ou seja, com alta prevista para o mesmo dia. Consiste na incisão debaixo do queixo e dissecção de um espaço justo ósseo para encaixar a prótese, que é fixada aí antes de se dar os pontos de fechamento dos tecidos. Existem também técnicas de implante destas próteses por via intra-oral. A pequena cicatriz deixada pela cirurgia é quase imperceptível e se localiza logo abaixo do queixo.

O silicone sólido vem sendo usado há vários anos no mercado da cirurgia sem que se tenha detectado a relação de doenças cancerígenas a ele associadas. Podem ocorrer casos de extrusão da peça de silicone (raros) devido a vários fatores como infecção, traumatismo sobre a área operada, hemorragia etc. Nesses casos, retira-se a peça mediante simples cirurgia, com anestesia local, sendo que posteriormente (não menos que 6 meses) poderá ser introduzida uma nova  peça.

PÓS-OPERATÓRIO

O cliente sai da cirurgia com um curativo local cuja finalidade é manter a prótese imobilizada além de servir de proteção a traumatismos eventuais.

Não é comum ocorrer dor intensa no pós-operatório e algum incômodo pode ser debelado com o uso de analgésicos comuns.
O edema (inchaço) pode ser de maior ou menor intensidade, dependendo de cada caso, sendo mais intenso nos 3 primeiros dias da cirurgia e podendo ser acompanhado de equimoses (manchas roxas na pele).

O (a) paciente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

- Recomendamos que, para controle deste edema, os clientes evitem conversar demasiadamente ou comam alimentos mais duros
  nos 7 primeiros dias da cirurgia.

- Repouso de atividades físicas e limitação de movimentos bruscos e amplos;

- Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião;

- Banhos molhando a cabeça somente com a autorização da equipe cirúrgica;

- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo (a)).
  Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;

OBSERVAÇÃO:
Sangramentos copiosos ou variações volumétricas exageradas e de acontecimento súbito, acompanhados de dor, devem ser imediatamente comunicados ao seu médico. Pode se tratar de um hematoma e deve ser avaliado prontamente.

- Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória são feitos com: 8 dias da cirurgia. Retornos adicionais serão
  comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.

- Após 1 mês poderá retornar a suas atividades físicas habituais como ginástica e natação;

- Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas sob o sol poderão
  ser feitas com o uso de bloqueadores solares;

- O (a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará
  sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.

No período pós-operatório imediato, o (a) paciente permanecerá sonolento(a) e poderá iniciar a dieta algumas horas depois, dependendo de cada caso. Isto será orientado pelo cirurgião e sua equipe. A cabeça ficará um pouco elevada não podendo deitar de lado para não distorcer o edema.

A partir da operação, o organismo reage com inchaço e manchas roxas na pele que podem variar de uma forma discreta a reações mais intensas. Estas reações podem aumentar nos três primeiros dias e então iniciam o processo de regressão.

Não recomendamos o uso de cremes hidratantes até a retirada total dos pontos sendo que os esfoliantes e despigmentantes somente serão permitidos após avaliação do cirurgião. Neste período, somente é permitido lavar o rosto de forma suave com sabonete neutro e cremoso. Os cabelos poderão ser lavados cuidadosamente após o 2º dia da cirurgia, não usando secadores quentes ou mornos (eles poderão danificar a pele e até queimá-la).

A maquiagem poderá ser usada após cerca de 3 dias e a exposição ao sol, restrita ao 1º mês da cirurgia.

Lembre-se que nenhum resultado cirúrgico deve ser avaliado antes dos três meses da intervenção, considerando a redução do inchaço. O nosso organismo trabalha dentro de uma  forma ordenada e um tempo certo. Temos que controlar nossas ansiedades e aguardar a evolução natural pois aqui não podemos interferir para mudar o curso do processo cicatricial.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, deiscência de pontos (abertura do corte) etc. Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência de pontos e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. O(a) paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-lo (a). Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar.

IMPORTANTE:
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, raras nestes casos, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. São possíveis as retiradas das próteses por inadaptação pessoal ou rejeição próprias de cada cliente e quando estão causando dores. Caso esta retirada seja indicada, o procedimento é simples e, em geral, realizado sob anestesia local pura.

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OTOPLASTIA (CIRURGIA ESTÉTICA DAS ORELHAS)

Orelha em abano é um defeito congênito, de característica familiar, geralmente bilateral, cujas alterações consistem em um aumento do ângulo (abertura da orelha) em relação à cabeça e alterações de alguns relevos da orelha. A cirurgia se propõe a modelar a cartilagem auricular sem aumentar o tamanho das orelhas, sendo que se houver aumento do tamanho aceitável das orelhas, este também pode ser diminuído.


QUANDO OPERAR

A idade ideal para a correção deste tipo de alteração é a pré-escolar, ou seja, dos cinco aos sete anos de idade. Isto porque nesta idade as orelhas já estão totalmente formadas e no tamanho de adulto e também para evitar problemas de ordem psicológica em função de comentários e zombarias por parte dos colegas. Todavia, nada impede que tal correção seja feita em outras fases posteriores da vida.


CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar outros exames específicos que possam ajudar no esclarecimento diagnóstico, como por exemplo, uma avaliação otorrinolaringológica.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes ou maquiagem faciais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares; guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijouterias e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente.

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.


A CIRURGIA

Esta cirurgia é realizada sob anestesia local e sedação, podendo ser geral a critério do anestesista e do cliente. Quando a criança é de baixa idade e se apresenta muito agitada ou ansiosa com a cirurgia, recomendamos a anestesia geral para conseguirmos a devida imobilização do (a) paciente. Neste aspecto é muito importante que a criança esteja motivada para a cirurgia e realmente desejando as melhoras propostas, pois assim ela participa e colabora bastante com o procedimento, até permitindo a cirurgia com anestesia local.

A duração do procedimento é de aproximadamente duas horas e devemos lembrar que o tempo de bloco cirúrgico é maior devido à preparação e à recuperação pós-anestésica. Não há necessidade da internação hospitalar, ou seja, o (a) cliente pode ir para casa no mesmo dia, salvo se ocorrer alterações pós-operatórias (recuperação anestésica, sangramentos).

As cicatrizes deste tipo de cirurgia são imperceptíveis em razão de se localizarem atrás das orelhas. Sendo uma região de pele muito fina, a tendência da cicatriz é ficar de bom padrão. Como toda cirurgia, as particularidades existem e também as maneiras específicas de tratá-las. Em situações especiais incisões anteriores nas orelhas (futuras cicatrizes) poderão ser necessárias para cuidar destas peculiaridades. Estes casos serão detalhadamente esclarecidos nas consultas pré-operatórias.

As cicatrizes podem evoluir mal, dependendo de cada organismo.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem o (a) operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso. O (a) paciente sai da cirurgia com um curativo semelhante a uma touca, que permanece por 2 a 3 dias, protegendo as orelhas de qualquer traumatismo. Aí então este curativo é retirado, programando a retirada dos pontos após 10 dias. Retornos adicionais serão comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.

Nas primeiras 2 a 3 semanas as orelhas ficam bem inchadas e um pouco mais sensíveis. É sempre bom lembrar que o nosso organismo necessita de algum tempo para se recuperar do trauma cirúrgico. Após cerca de 1 mês, já é possível fazer uma  melhor avaliação dos resultados, apesar do processo cicatricial ainda não estar completo.

Durante 1 mês, recomendamos o uso de uma faixa de proteção (que poderá ser usada quando estiver em casa e à noite ao deitar) para não dobrar as orelhas, sendo isso necessário para a completa cicatrização da cartilagem.
A cliente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:
- Repouso de atividades físicas e  limitação de movimentos bruscos e amplos;
- Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu
  cirurgião. Não deitar apoiando nas orelhas;
- Banhos somente com a autorização da equipe cirúrgica, não molhando o curativo;
- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo (a)).
  Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;
- Após 1 mês poderá retornar a suas atividades físicas habituais como, ginástica, natação etc;
- Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas sob o sol
  poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares;
- O (a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço.  A pele ainda estará
  sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.

Geralmente os resultados são muito bons, mas é importante salientar que quase sempre a orelha direita é diferente da esquerda e assim, alguma assimetria poderá existir após a cirurgia não sendo decorrente do procedimento, mas sim do próprio formato assimétrico das orelhas antes da cirurgia.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de 3 semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), etc. Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras : infecção, grande deiscência de pontos, necrose parcial ou total da pele das orelhas, grandes hematomas que precisam ser drenados e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. O(a) paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-lo(a) inseguro(a), nada podendo fazer efetivamente para ajudá-lo(a). Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar.
A recidiva da orelha em abano é uma condição pouco comum que pode ocorrer, dependendo da técnica operatória empregada e dos cuidados pós operatórios seguidos pelo cliente.

IMPORTANTE:
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.

Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de
12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.
 

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RINOPLASTIA (CIRURGIA PLÁSTICA DO NARIZ)


O objetivo da rinoplastia estética é o resultado harmônico e natural, com traços adequados ao rosto da pessoa. Através da entrevista com o(a) paciente, o cirurgião ouve as considerações dele(a) e pondera as  necessidades e possibilidades de cada caso, planejando onde serão necessários procedimentos sobre a estrutura ósteo-cartilaginosa nasal: dorso, ponta, asas, columela, septo etc. Como podemos perceber, a estrutura do nariz é extremamente complexa e varia intensamente de acordo com a raça, sexo, idade conformação hormonal, constituição óssea da face, tipo de pele etc.

Desta forma, é mais fácil de se entender a complexidade desta cirurgia e as limitações técnicas que às vezes são impostas. Para se ter uma idéia, em determinados casos, a modelação do nariz exige o uso de enxertos de cartilagem que serão retirados do próprio septo nasal ou mesmo das orelhas. É difícil assim, moldar um nariz como o de um artista ou modelo que se apresenta com características tão diversas  em relação ao caso em análise. O entendimento destas limitações impede que narizes esteticamente belos fiquem em desarmonia com o conjunto facial.

Devemos sempre estar atentos aos casos em que se torna importante a observação de alterações funcionais associadas como dificuldades de respirar, rinites crônicas, coriza, sinusites etc. Podem estar presentes deformidades anatômicas que devem ser corrigidas para que um resultado de cirurgia estética não seja comprometido com a permanência destes problemas. É a associação da cirurgia estética e da funcional para a obtenção dos melhores resultados possíveis. Nestes casos pode haver a necessidade de um otorrinolaringologista para se alcançar estes resultados. O seu cirurgião lhe dará todas as explicações necessárias.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar outros exames específicos que possam ajudar no esclarecimento diagnóstico, como por exemplo, uma avaliação otorrinolaringológica.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes ou maquiagem faciais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente. Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias.

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.

A CIRURGIA

A operação é realizada a nível ambulatorial, ou seja, com alta hospitalar prevista para o mesmo dia.

A anestesia é local com sedação, podendo ser geral de acordo com cada caso e especialmente considerando-se a avaliação do anestesista e a conveniência do cirurgião. A duração do ato é de cerca de 90 minutos, prolongado de acordo com o caso específico.

Realiza-se a cirurgia através das narinas, com instrumentos apropriados que atingem as estruturas desejadas, não resultando em cicatrizes externas na maioria dos casos. Como dissemos, as particularidades existem e assim também as alternativas para tratá-las. Então, em casos específicos, poderá haver a necessidade de se reduzir a distância entre as asas nasais, resultando em cicatrizes quase imperceptíveis nestas estruturas. Já em casos de re operações, as chamadas exo- rinoplastias devem ser ponderadas. Assim são chamadas as rinoplastias em que o acesso às estruturas nasais se dá por uma cicatriz na columela (barra de tecido entre as narinas), mas que quando necessárias, também deixam cicatrizes quase imperceptíveis. De acordo com a maneira de trabalho de cada profissional e a necessidade de cada caso, pode-se usar tampões nasais durante a cirurgia que permanecerão ou não durante os dois primeiros dias de pós-operatório. Isto será conversado com o(a) paciente, orientando para a respiração pela boca neste período. O curativo quase sempre envolve  um molde de gesso ou uma tala (splint) de material moldável ao contorno nasal e tem a função de imobilizar as estruturas nasais durante os primeiros 7 dias, conferindo o repouso necessário à cicatrização dos tecidos e contornando o edema. Após a retirada destes moldes, adaptamos fitas adesivas ao nariz para controlar o inchaço e manter a forma, sendo seu tempo de utilização muito variável com cada caso.

PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO

O (a) paciente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

- Repouso de atividades físicas e  limitação de movimentos bruscos e amplos;

- Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião;

- Banhos molhando a cabeça somente com a autorização da equipe cirúrgica e cuidando para não molhar o gesso (quando presente);

- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo (a)).
  Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;

- Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória são feitos com: 8 dias da cirurgia. Retornos adicionais serão
  comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.

- Não dirigir por um período mínimo de 1 semana;

- Após 1 mês poderá retornar a suas atividades físicas habituais como ginástica, natação etc.

- Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias. Até aí, pequenas caminhadas sob o sol poderão
  ser feitas com o uso de bloqueadores solares.
  A exposição prolongada ao sol deve ser evitada, pois o excesso de calor pode prolongar o inchaço.
  O uso de óculos mais pesados não será permitido por cerca de 2 semanas após a retirada dos moldes, devendo ser evitado
  também nestes 30 primeiros dias. Se for indispensável usá-los, evite o apoio excessivo nas partes ósseas.

- O (a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará
  sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.

No período pós-operatório imediato, o(a) paciente permanecerá sonolento(a) e poderá iniciar a dieta algumas horas depois, dependendo de cada caso. Isto será orientado pelo cirurgião e sua equipe. A cabeça ficará um pouco elevada não podendo deitar de lado para não comprimir a região operada nem distorcer o edema.

A partir da operação, o organismo reage com inchaço e manchas roxas na pele que podem variar de uma forma discreta a reações mais intensas. Estas reações podem aumentar nos três primeiros dias e então iniciam o processo de regressão.

As pálpebras poderão ficar inchadas e com manchas roxas durante os primeiros 7 a 10 dias. Ainda mais raramente o sangue poderá deixar vermelho o branco do olho e isso não significa problemas, não devendo ser motivo de preocupações. Tanto o edema como estas possíveis manchas serão reabsorvidos pelo organismo num breve período de tempo. Principalmente quando se usam os tampões, após a sua retirada, poderá escorrer uma secreção pelas narinas que geralmente cessa com 1 a 2 dias. Pode haver a formação de crostas que deverão se cuidadosamente removidas com cotonetes úmidos.

Recomendamos que tentem desviar os espirros para a boca e evitem assoar o nariz na primeira semana.
Normalmente a operação e o período pós-operatório não são dolorosos. Pequenas e eventuais sensações de dor poderão ser controladas com analgésicos comuns. O uso de gotas descongestionantes poderá ser recomendado. Não use medicamentos sem o conhecimento do seu médico.

Como todo processo cicatricial, também no nariz o organismo precisa “esquecer” que foi agredido. Este tempo de recuperação é ainda mais longo nas rinoplastias e assim, somente após 6 a 12 meses é que se devem avaliar os resultados da cirurgia. O nosso organismo trabalha dentro de uma forma ordenada e um tempo certo. Temos que controlar nossas ansiedades e aguardar a evolução natural pois aqui não podemos interferir para mudar o curso do processo cicatricial.

A observação de pequenas assimetrias pré-existentes pode somente  agora ser notada mas é bom lembrar que trabalhamos sobre estruturas já existentes naquela forma e que nem sempre podemos alterá-las. As expectativas exageradas são prejudiciais, pois existem muitas limitações anatômicas à cirurgia, que obviamente impedirão o cirurgião de obter tudo aquilo que deseja.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), eliminação de pontos internos (por volta de três semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), etc. Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, necrose parcial ou total da pele do nariz e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. O (a) paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-lo (a) inseguro (a), nada podendo fazer efetivamente para ajudá-lo (a). Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar.


LIMITES E POSSIBILIDADES DAS RINOPLASTIAS

Existem narizes fáceis e difíceis e, entre estes extremos, um grande número de casos de complexidade variável, para os quais é possível prever resultados mais discretos e até mesmo as melhoras desejadas e programadas. É fundamental compreender que alguns casos estarão sujeitos a retoques operatórios.


IMPORTANTE:
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica, mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.

Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.
 

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RITIDOPLASTIA OU LIFTING FACIAL (CIRURGIA DE REJUVENESCIMENTO FACIAL)

Esta cirurgia procura diminuir a flacidez e atenuar as rugas da face e pescoço, assim como remover os excessos de gordura localizada nestas áreas, dando ao rosto uma aparência mais jovial. Ao contrário de certas informações leigas, a ritidoplastia não elimina todas as rugas mas, o conjunto dos efeitos alcançados com a cirurgia levará a uma face rejuvenescida.

Sabe-se que o resultado da cirurgia não interrompe o processo evolutivo de envelhecimento e assim, seus efeitos não são definitivos. Assim, podemos operar a mesma pessoa duas ou três vezes, variando somente alguns detalhes técnicos nas reoperações. A pessoa estará sempre melhor na aparência do que se nunca tivesse sido operada.

Algumas pessoas são anatomicamente privilegiadas e conseguem resultados realmente surpreendentes, mas de maneira geral, todos(as) os(as) pacientes ficam extremamente felizes com a cirurgia.

Na consulta inicial o(a) paciente mostra, na frente do espelho, os problemas que deseja melhorar, analisando com o cirurgião as possibilidades e particularidades de cada caso. Os resultados não são os mesmos para formas de face, textura e flacidez de pele tão diferentes. Quanto mais idoso(a) for o(a) paciente, menor será a duração dos efeitos da cirurgia. O mesmo ocorre com os de pele seca e quebradiça. Ao contrário, aqueles(as) mais jovens, com pele espessa e gordurosa obtêm melhores resultados e efeitos mais duradouros.


RISCOS

Muitos questionam sobre os riscos da cirurgia. Toda cirurgia tem riscos, mas estes são geralmente previsíveis e na maioria das vezes, controláveis. A cirurgia estética, como procedimento eletivo, é uma conduta cirúrgica planejada, podendo aguardar a oportunidade ideal para ser realizada, razão pela qual os riscos sistêmicos a ela inerentes são menores.

Raramente traz implicações sérias, entretanto, como todo ato cirúrgico, tem seu risco natural e os imprevistos. Tenha a certeza que tudo será feito para evitá-los, proporcionando os melhores resultados. Lembre-se que os maiores interessados nos bons resultados são o cliente e o cirurgião, e o bom relacionamento entre eles deve ser sempre procurado nas consultas.


CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de rotina que recomendamos sejam feitos cerca de 10 dias antes da cirurgia. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por duas semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer; abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes faciais e corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (10 horas antes da cirurgia); comunicar ao seu médico qualquer anormalidade ou uso recente de medicamentos, alergias medicamentosas ou alimentares e alguma outra recomendação que venha a ser pertinente.

Guardar em casa objetos pessoais como jóias e bijuterias. Se fizer uso de tintura de cabelos, aconselhamos que faça logo antes da operação pois estes produtos somente poderão ser usados cerca de 30 dias depois.

Acordar de jejum no dia da cirurgia, tomar banho completo e chegar ao Hospital 1 hora antes da cirurgia com acompanhante.


COMO É REALIZADA A CIRURGIA

Após as fotografias pré-operatórias e o preparo dos cabelos, a cirurgia se inicia sob anestesia local com sedação ou geral, dependendo da indicação do anestesista ou da preferência do cirurgião e em conformidade com o (a) paciente.

As incisões (futuras cicatrizes) são postas de forma a camuflar ao máximo sua aparência e, assim, contornam as orelhas, sobem em direção ao couro cabeludo e, posteriormente, penetram na região pilosa de forma horizontal ou descendente.

Como todas as cicatrizes, estas passarão por uma evolução natural até sua completa maturação (por volta de 12 a 18 meses), mudando do róseo ao tom semelhante da pele.

Todas as estruturas da face são reposicionadas removendo-se os excessos de pele. É uma cirurgia de passos delicados e assim, não deve perder qualidade em função da pressa. Dura cerca de 4 a 5 horas, dependendo das associações cirúrgicas como pálpebras, sobrancelhas, mento, injeções de gordura, lipoaspirações etc. Deve-se sempre considerar um tempo maior de permanência no centro cirúrgico (cerca de 2 horas) em função do período que antecede a cirurgia para a preparação do campo operatório e anestesia, bem como do período de recuperação pós-anestésica. A internação hospitalar é recomendada por 24 horas.

O (a) paciente sai da sala de operações com um curativo tipo capacete que é mantido por 24 horas, quando é feita a primeira troca por outro mais fino, o qual permanece por mais 2 ou 3 dias. Este curativo deixa os olhos, nariz e boca descobertos. Sugerimos que o cliente traga um lenço de cabeça e óculos escuros para seu retorno ao domicílio, no seu primeiro retorno ao consultório.

PÓS-OPERATÓRIO

A paciente receberá alta hospitalar com todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação:

- Repouso de atividades físicas e  limitação de movimentos bruscos e amplos;

- Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião;

- Banhos molhando a cabeça somente com a autorização da equipe cirúrgica (geralmente no dia seguinte à cirurgia);

- Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é normal e não deve assustá-lo (a)).
  Todas as trocas de curativos deverão ser feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;

*OBSERVAÇÃO:
Sangramentos copiosos ou variações volumétricas exageradas (inchaços) (na maioria das vezes unilateral) e de acontecimento súbito, acompanhados de dor, devem ser imediatamente comunicados ao seu médico. Pode se tratar de um hematoma e deve ser avaliado prontamente.

- Os retornos para a retirada de pontos e avaliação pós-operatória são feitos com: 8 dias da cirurgia. Retornos adicionais serão
  comunicados pelo cirurgião e devem ser seguidos para uma completa recuperação e avaliação dos resultados.

- Não dirigir por um período mínimo de 2 semanas;

- A sensação de olhos secos pode acontecer quando se associa a cirurgia das pálpebras. Geralmente recomendamos o uso de
  colírios e pomadas oftálmicas em sua receita mas caso esta sensação esteja lhe incomodando, comunique com o seu médico.

- Após 1 mês (ou antes, a critério médico) você poderá retornar a suas atividades físicas habituais como ginástica, natação etc;

- Exposição ao sol com o intuito de bronzear somente será permitida após 30 dias (com proteção da cicatriz). Até aí,
  pequenas caminhadas sob o sol poderão ser feitas com o uso de bloqueadores solares;

- O (a) paciente jamais deverá fazer compressas quentes na área operada, para melhorar o inchaço. A pele ainda estará
  sensível e poderá ocorrer queimadura de 3º grau.

- Recomendamos a realização de massagens (drenagem linfática) com início no 5º dia de pós-operatório, até cerca de 30 dias,
  ou de acordo com a avaliação médica;

No período pós-operatório imediato, o(a) paciente permanecerá sonolento(a) e poderá iniciar a dieta algumas horas depois, dependendo de cada caso. Isto será orientado pelo cirurgião e sua equipe. A cabeça ficará um pouco elevada não podendo deitar de lado para não comprimir a região operada.

A dor no pós-operatório é rara, podendo existir desconforto no primeiro dia devido ao curativo e isto é facilmente contornado com analgésicos comuns que serão prescritos pelo médico, juntamente com as medicações e orientações do pós-operatório.

Não tome medicamentos sem o conhecimento do seu médico.

A partir da operação, o organismo reage com inchaço e manchas roxas na pele que podem variar de uma forma discreta a reações mais intensas. Estas reações podem aumentar nos três primeiros dias e então iniciam o processo de regressão.

É muito importante não usar blusas de gola nas duas primeiras semanas evitando assim tracionar o lóbulo das orelhas ao retirá-las.

Não recomendamos o uso de cremes hidratantes até a retirada total dos pontos sendo que os esfoliantes e despigmentantes somente serão permitidos após avaliação do cirurgião (geralmente depois de 3 meses). Neste período, somente é permitido lavar o rosto de forma suave com sabonete neutro e cremoso. Os cabelos poderão ser lavados cuidadosamente após o 2º dia da cirurgia, não usando secadores quentes ou mornos (eles poderão danificar a pele e até queimá-la). Para pentear os cabelos, use os dedos ou pente de dentes bem afastados.

A maquiagem poderá ser usada após cerca de 8 dias e a exposição ao sol, restrita ao 3º mês da cirurgia. Tintura de cabelo somente após 30 dias.

É comum o (a) paciente observar assimetrias e pequenas irregularidades na face que são absolutamente normais, pois a metade direita da face é diferente da esquerda, inclusive na maneira de reagir à cirurgia. Assim, de um lado poderá haver mais edema que o outro ou um lado absorver mais rapidamente o edema que o outro.

A sensibilidade da face também é diferente nesta fase. É comum o relato da sensação de que a pele parece papel. Isto tudo vai retornando ao normal com o passar do tempo, pois o organismo precisa esquecer que foi agredido e isso leva algum tempo.

Lembre-se que nenhum resultado cirúrgico deve ser avaliado antes dos três meses da intervenção, considerando a redução do inchaço. O nosso organismo trabalha dentro de uma  forma ordenada e um tempo certo. Temos que controlar nossas ansiedades e aguardar a evolução natural pois aqui não podemos interferir para mudar o curso do processo cicatricial.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, deiscência de pontos (abertura do corte), etc. Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência de pontos, necrose parcial ou total da pele da face, grandes hematomas que precisam ser drenados e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. O (a) paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-lo(a) inseguro(a), nada podendo fazer efetivamente para ajudar. Isto gera angústia dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho.

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A ritidoplastia não é cirurgia para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, exposições prolongadas ao sol, estilo de vida, etc, interferem de forma incisiva na face , independente de ter ou não sido operada. No entanto, sempre com a defasagem da correção cirúrgica realizada. Assim, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando a aparência e a flacidez dos tecidos faciais.

IMPORTANTE:
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes. Quando realizadas em momento inoportuno, podem não alcançar os resultados desejados. Os retoques não significam incapacidade técnica mas sim uma revisão cirúrgica para se alcançar resultados ainda melhores. Os custos destes possíveis retoques serão cobrados somente em relação às despesas hospitalares e de anestesista. Não serão cobrados honorários da equipe cirúrgica desde que estes retoques sejam realizados no período sugerido pelo cirurgião.

Para fins de honorários, será considerado retoque, todo procedimento seguinte à primeira cirurgia, num período subseqüente de 12 meses. Após este período, qualquer intervenção cirúrgica será considerada como um novo procedimento, independente do primeiro, mesmo que nas mesmas áreas.
 

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